Propósito, Valores e Pertencimento. Precisamos mesmo disso para engajar a força de trabalho do século XXI?

Propósito, Valores e Pertencimento. Precisamos mesmo disso para engajar a força de trabalho do século XXI?

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11.jan.2018
Gabriel Ramponi

Há uma aparente dialética entre duas grandes tendências na área de RH: Engajamento dos colaboradores via pertencimento, proposito, vs Consolidação da “Gig Economy” – redes de pessoas que ganham a vida trabalhando sem qualquer acordo formal de emprego.

O conhecimento comum nos diz que produtividade e engajamento estão correlacionados com sentimento de pertencimento, missão e valores da empresas, proposito, etc. Certo?

Não!!! A Dr. Rena Rasch do ‘IBM Center for Applied Insights’ que realizou um comparativo de engajamento entre trabalhadores diretos (full time) e os Frelancers (contingent workers) e o resultado mostra que os trabalhadores contingentes eram mais engajados, satisfeitos e inovadores que empregados regulares!

Lembro que há três anos, a Deloitte introduziu o conceito de economia aberta de talentos (open talent economy), prevendo que os novos modelos de trabalho se tornariam fontes importantes de talentos. Hoje, mais de um em cada três trabalhadores norte-americanos são freelancers – um número que deverá crescer para 40% até 2020.

Empresas como a Airbnb e a Uber são expoentes dessa tendência, mas não são as únicas. Empresas de todos os setores estão explorando os trabalhadores freelancers como uma parte regular e gerenciável de suas forças de trabalho.

Em um nível ainda mais básico, as empresas estão lutando para entender quem (e o quê) compõe sua força de trabalho e como gerenciar a atual e incrivelmente diversificada combinação de tipos de trabalhadores, incluindo os trabalhadores dentro e fora da folha de pagamento, bem como as relações em tempo parcial, contingente e trabalhadores virtuais. A organização de RH de hoje precisa se adaptar a essas mudanças na força de trabalho do século XXI.

As principais organizações começam a se perguntar como tornar real a promessa da economia aberta de talentos:
- Quem, onde e o que é a força de trabalho?
- Como os melhores trabalhadores podem ser atraídos, adquiridos e engajados com um custo ótimo, sem importar o tipo de contrato de trabalho que eles têm?

CONCLUSÃO
Vivemos o início de uma transformação da força de trabalho do século XXI. As empresas se deparam com questões que precisam ser respondidas para competir com sucesso por talentos neste novo ambiente. Quem e de que será composta a força de trabalho? Como será adquirido? Como medir sua produtividade? Como a organização pode otimizar o novo mix de trabalhadores de diferentes fontes?