Você precisa de Motivação para trabalhar?

Você precisa de Motivação para trabalhar?

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4.out.2017
Samir Amad

Como selecionadores de executivos e profissionais, muitas vezes nos vemos diante de análises sobre o desempenho de indivíduos e empresas. Certa vez, fui questionado por um executivo, a quem eu fazia uma oferta de trabalho, se a empresa interessada em contratá-lo teria a preocupação de motivá-lo constantemente. Foi neste momento que percebi a necessidade de aprofundar melhor o tema e dividir os principais conceitos sobre motivação.

O comportamento humano é determinado por causas que, muitas vezes, escapam do senso-comum e que levam o indivíduo a comportamentos muitas vezes inexplicáveis, visando simplesmente a satisfação de suas necessidades. O ser humano geralmente tende a evitar o que lhe desagrada e a buscar aquilo que lhe é agradável. E, na maioria das vezes, esta busca pelo “sentir-se bem e disposto” é, erroneamente, cobrada como sendo de responsabilidade do ambiente em que o indivíduo está inserido, inclusive da empresa da qual faça parte.

Insistir neste conceito errôneo é simples de ser explicado, mas não é óbvio, pois a motivação, cuja palavra raiz é motivo, é absolutamente interior, isto é, nasce das necessidades de cada indivíduo, portanto é mais cômodo, mas também incoerente, lançá-la como de responsabilidade externa.

A motivação é uma força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma coisa, assim uma empresa não consegue criar necessidades em alguém, mas somente identificar as carências particulares de cada pessoa, e, a partir daí, oferecer estímulos, tarefas e ganhos pessoais ou econômicos que atinjam estas necessidades. 

Normalmente, as motivações que reconhecemos num público profissional estarão baseadas na busca pelo crescimento, progresso, reconhecimento e a realização no trabalho, e são estes os itens que, quando oferecidos por uma organização, serão capazes de atraí-los e retê-los. A soma da motivação interior e da oferta de estímulos externos gera uma parceria duradoura e positiva.

O papel do consultor que seleciona profissionais é, então, primordial neste processo, pois ele precisa identificar o momento que o profissional vive e quais as suas motivações atuais, e encontrar a empresa adequada para acolhê-lo (ou vice-versa), de maneira que este “casamento” seja perfeito, trazendo os melhores resultados, tanto para o indivíduo como para a organização.

Há uma imensidão de trabalhos publicados sobre o tema, reforçando estes conceitos, mas olhar para nosso interior e descobrir qual é a nossa motivação é o que fará com que encontremos o local ideal onde possamos, realmente, fazê-la florescer.